quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaasss...


Sou ainda a mesma de antes, aquela da barriga, do umbigo cheio, da cabeça cheia, agora sem a barriga, o umbigo no lugar e a cabeça ainda mais cheia, mas com a possibilidade de fazer parar o segundo e registrar só pra mim toda a felicidade e tudo que ele me proporciona, e por ele, minha decisão mais acertada, sou capaz de passar e repassar e mais uma vez passar de novo por cima dos obstáculos, que não são nem tão altos ou fortes assim quanto acham que são, holográficos eu diria...
Do caminho eu sou a que passa, sem parar nas pedras...
Coisa de resolver a vida, só podia ser ela, a mãe...


Não estou preparada...
Não quero ter que crescer, assim, no susto, no pulo, de estalo. Me doem os músculos, os ossos, o coração, essa sensação de mudança de pele, como nas cobras, não há de ser indolor...
Vai de encontro ao que quero ser ou parecer, esse crescimento me vinca a pele, preocupa a cabeça e magoa minhas feridas. Bom seria não ceder, ser pedra dura sem nunca, jamais virar areia.
Isso de ser madura, a primeira a conversar, a entender, a estender a mão, deixar o rosto à mostra para o que vier, não estou preparada, quero fugir e me esconder no canto e ser a campeã do esconde-esconde.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Completando a vida, os anos, minha história...


Hoje faz um ano que tudo que foi tão bem preparado e aguardado chegou...

Chegou pra colocar ordem na minha bagunça e bagunçar a minha ordem, pra me fazer sentir completa e faltando um pedaço, pra me mostrar como é difícil esse amor quando vem dessa forma diferente, amor às cegas e no outro momento límpido e ofuscante, amor que ama além do reconhecer a si, amor que ama mesmo sendo quem não conhece ( e talvez nunca consiga conhecer...), é amor mesmoassim, aindaporcima, alémdomais...

É quem veio me dizer que instinto vai fazer parte pra sempre de mim, essa coisa de ser bicho e virar bicho, ser coruja de asas grandes e reconfortantes, ser águia de olhos atentos e alertas, ser leoa de presas e garras afiadas, formiga nesse trabalho sem fim, em todos os instintos reconhecer que o filhote aos meus olhos será sempre filhote, mas que há que prepará-lo para o mundo por mais que vá de encontro à minha humanidade...

Foi ele que me tornou uma pessoa de briga e de lágrima, de pedra e pó. É ele quem me lembra que a luta de todos os dias tem motivo e razão, e a força vem de dentro de onde um dia foi sua casa, é força de mulher com a grandeza dos m´s de mundo, de mar e de muito.

É a ele que agradeço por ser a minha impulsão, a minha pouca calma, a minha vontade crescente, indignação e preocupação exacerbadas, é a ele a quem emprestei a minha vida, a quem dedico as minhas poucas e boas qualidades e de quem tento esconder os defeitos...é ele que amo sem fim num pra sempremente eterno...

Pra você, meu filho, mais do que felicidade...

Amor de mãe é assim...

terça-feira, 29 de julho de 2008

MORREU!!

De morte matada, morrida, finita, de faca, bala e canhão, de dor infinita e de morte natural, cumpriu sua missão e parte sem volta aquele que passou pelo karma e colocou em si ponto final...vai embora hoje, agora, neste momento, todo esse passado grudento, de coisas, pessoas e sentimentos colados como sanguessugas, que levaram o que podiam, e agora ficaram lá atrás...
Foi preciso sentir o mais horrível dos sentimentos, pensar as mais terríveis coisas, planejar estratégias de guerra e mulheres bomba, querer o pior pra no meio dessa loucura encontrar a solução, le se passe...deixa passar!!!
Olha pra frente que hoje é dia de dar passo à frente e para cima numa escadaria sem fim, como a da Mangaba em Morro hehe mas imaginar que no topo ou no caminho se poderá ver o que de bom te aguarda, o que de melhor se deseja, eu quero isso...
E que as pessoas (todas elas) sejam felizes à exaustão ou que não cansem nunca!

Um passo a frente e você já não está mais no mesmo lugar, alguém dizia à mãe antes de cantar músicas preferidas!!!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pedro - parte I


Já foi dito que és pedra, pode até ser, mas não é aquela do caminho da felicidade alheia que se insiste em tentar tirar, sobrepor ou o que quer que sejam todas aquelas tentativas...aprendi que é pedra de fundação, firme e dura pra começar caminhos e histórias...

Pedra de valor inestimável como o diamante bruto, é a mais dura e doce realidade, a minha realidade, é pedra que rola, que desvia as águas do rio, que num instante pára e se transforma em pedrinhas, em areia, o que quer ser, na hora que quer ser...

É giribita, pedrinha de guardar, que se encontra na brita porque brilha mais que as outras, é sua natureza, chamar a atenção pela sua beleza entre tantas...

É pedra e rocha, registrado na sua carta geológica, num instante se transformará em grão de areia e voará ao sabor do vento...





A mãe ou pedra mater se preferir.

Dia de aniversariar


Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma. Felicidade se acha é só em horinhas de descuido".
Guimarães Rosa


Fiz uma seleção de fotos felizes de cada um de nós, nelas deve ir, em cada pedaço de sorriso, covinha de bochecha ou olhinhos fechados o que de feliz eu queria que você sentisse, hoje e em todos os dias que de alguma forma se pintarem de azul, que antes que acinzentem virem tons e semitons de música e a trilha sonora embale também o seu sorriso.
As lágrimas que por ventura caírem sejam metade nostalgia que é saudade cheia de lembrança boa, essa lembrança que é sempre metade minha e metade sua...
Numa horinha de descuido nesse dia atribulado e congestionado de desejos diversos de tudo de bom que se deseja a alguém que tem o crédito pra tanto mais, eu estive (como sempre) aí juntinho e te dei o beijo de felicidade e amor que queria dar, e foi tão leve que vc quase não percebeu...deve ser porque fui e voltei carregada nas palavras...o importante é que estive e agora feliz também eu continuo por aqui...
As fotos eu coloco daqui a pouco, o post vai antes...
Te amo, esteja sempre bem.

terça-feira, 3 de junho de 2008

"tudo métrica e rima e nunca dor..."


Eu era 1 ano e 3 meses, ela era estréia,

eu, por pouco tempo a mais nova, ela , por algum tempo, caçula,

eu sempre fui cacho, ela, franja,

eu era a melissa vermelha, ela, rosa,

minha mão direita segurava a sacola da melissinha e periquitos, a minha esquerda, a mão dela,

eu andava sobre telhados, ela, assistia,

eu já fui pra praia, pro campo, pra festa, pro castigo, ela era a minha companhia,

aí um dia, eu fui mapa da cidade e ela resolveu ser mapa do brasil,

e eu que era número três fiquei sem o número quatro por perto,

eu era beliche sem cama de cima,

eu era carro de passeio e ela, ponte aérea,

eu então resolvi ser dois, éramos eu e barriga, e ela, meu porto seguro,

eu mãe, ela madrinha,

eu ganhei meu pacotinho, ela veio com o carteiro,

mas foi de volta no primeiro malote,

eu era lágrima, ela, também,

agora ela quer ser mapa mundi, e eu quero que seja mapa astral,

ela, portal

eu , torcida

ela, realização

eu, por tabela...


(e continua...)

há que se ter mais de um post pra despetalar essa saudade que insiste em se antecipar...
aguarde os próximos, é o que diz a mãe!